
Fonte: Joubert Fonseca, é Sociólogo e dirigente Nacional da Juventude Socialista Brasileira - JSB.
Outras informações, acesse: http://www.portaldobira.com.br/
Com o surgimento do capitalismo, a sociedade se dividiu em dois pólos: de um lado uma multidão de explorados sem ter o que comer, e do outro, poucos ricos, exploradores que não dormem.Com medo da revolta dos que não comem!
A farra dos contratados administrativos no governo estadual começa a entrar na sua fase de rebordosa. Reconhecidos instrumentos de barganha eleitoral nas eleições de 2006 e 2008, que culminaram com a reeleição do governador ao segundo mandato, e dois anos depois, com a eleição do primo dele, Roberto Góes, para a Prefeitura de Macapá, começam a minar as colunas já carcomidas do Palácio do Setentrião e expõe a rapinagem deslavada antes mantida sob o manto da beatitude politico-administrativa constituída como bandeira da gestão Waldez Góes.
Deputado estadual e atual líder da bancada governista na Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, Keka Cantuária (PDT) está no meio des se novelo também acusado de contratações irregulares quando era secretário da Administração do governo Waldez Góes. Segundo o Ministério Público do Estado, Cantuária coordenou a manobra para garantir a conquista de uma cadeira no legislativo estadual, nas eleições gerais de 2006. Conforme estimativas projetadas no decorrer das investigações, foram 200 contratados administrativos capitaneados pelo parlamentar pedetista.
A história mais escabrosa a emergir do mar de irregularidades no governo de Waldez Góes saiu da Secretaria de Estado da Educação (SEED), leia-se José Adauto Santos Bitencourt. Conforme o deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), foram mais de 1.500 contratos administrativos só na SEED preenchidos como apoio para as campanhas eleitorais de 2006 e 2008. “Boa parte desses contratados funcionaram também como cabos eleitorais “, assinalou o socialista em pronunciamento contundente feito no plenário da AL, durante sessão ordiná ria de segunda-feira, 8 de junho.
Apesar de portar um escândalo desse quilate no currículo, Adauto Bitencourt mantém a postura de gestor probo, aparentemente preocupado só com a Educação no Estado do Amapá. Tanto que procura responder, em tempo recorde, aos requerimentos remetidos a ele pela bancada oposicionista na Assembleia Legislativa. Foi assim com o ofício de número 0935/09 no qual o deputado do PSB solicita informações detalhadas sobre todos os contratos administrativos em andamento na SEED.
A resposta de Bitencourt veio a galope. Segundo o ofício número 127/09, do gabinete do secretário, “(…) o quantitativo de contratos administrativos é de 1.497 professores”. Em seguida, esclarece “(..) que serão convocados 654 concursados da lista de espera do concurso público realizado em 2005 (…)”. Ora, raciocina Capiberibe, se o governo já sabia quais eram os aprovados no concurso realizado naquele ano, por que não fez a imediata conv ocação deles? “A resposta é simples: se convoca os concursados aprovados não sobrariam vagas para negociar na campanha eleitoral de 2006 e 2008.
Agindo dessa forma, assinala o parlamentar, Waldez Góes enganou os concursados. No entendimento do socialista, são faltas gravíssimas cometidas pelo principal governante do Estado que precisam ser investigadas em toda a sua extensão e sopesado os malefícios que causaram à sociedade amapaense. “Foi um enorme crime de estelionato, pois, as pessoas aprovadas em concurso que aguardavam convocação para ocupação das vagas na SEED votaram no governador Waldez Góes, nas eleições de 2006. E os contratos administrativos, pela sua vulnerabilidade também”, concluiu. Apesar de Keka Cantuária estar presente no plenário nem ele nem nenhum deputado da base do governo respondeu aos questionamentos do deputado oposicionista.
ESTELIONATO POLÍTICO, essa é a denominação certa para a postura irresponsável do governo estadual, que insiste em frustrar as expectativas dos milhares de aprovados no último concurso para educação do Estado. Em recente entrevista ao Jornal do Dia, o Secretário de Educação, Senhor Adauto Bitencourt, afirmou categoricamente, que iria chamar no início desse mês, cerca de 600 aprovados nas diversas áreas. A título de exemplo da PALHAÇADA, para a área de sociologia, ele afirmou na mesma entrevista, que iria chamar oito profissionais, pois essa seria a demanda da capital. MENTIRA! Pois de acordo com um documento produzido pela própria SEED e encaminhado ao Ministério Público Estadual, a Senhora Albertina, sustenta que existem cerca de 34 contratos administrativos nessa área e pasmem, não se respeitou a ordem de classificação do concurso em vigência, o que torna a expectativa de direito dos que constam na lista de espera do referido concurso, direito líquido e certo. Portanto, a única saída, é a contratação de todos os classificados na lista de espera, até por que, a demanda é infinitamente superior aos oito profissionais citados pelo secretário Adauto e também superior aos 34 contratados a título precário, pois existem dezenas de pedagogos com desvio de função, lecionando a disciplina sociologia no ensino médio da rede pública de Macapá e do interior. Vamos acabar com essa SACANAGEM, isso é imoral, injusto e desrespeitoso com todos e todas que se dedicaram ao concurso, visando à estabilidade que o funcionalismo público proporciona. Chega!