sábado, 14 de junho de 2008

Relatório técnico aponta para interdição do matadouro

Do Notícias Daqui (link ao lado)

Os relatórios dos órgãos públicos que participaram da inspeção ao Matadouro Municipal foram entregues ao vereador Clécio Luís (P-SOL). Com exceção da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, entregaram o relatório o Conselho Regional de Medicina Veterinária, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Vigilância Sanitária e Diagro. A visita, que havia sido cancelada anteriormente pela Prefeitura de Macapá, aconteceu no dia 7 de maio em meio a tumultos causados pelo secretário de Saúde, Emanoel Bentes, que agrediu verbalmente o vereador na entrada do Matadouro. Mesmo com o contratempo, a inspeção foi feita com autorização do administrador, Alberto Fonseca.

Os relatórios apontam que as denúncias feitas por moradores ao vereador são verdadeiras. Nos documentos são relatadas as situações de trabalho e higiene e são enfáticos ao afirmar tecnicamente que restos de animais são abatidos fora dos padrões e jogados no igarapé Paxicu, deixados à céu aberto, o que provoca mal cheiro em toda a vila onde está localizado o Matadouro. O Conselho de Medicina relata ainda que a empresa que administra o Matadouro funciona irregularmente junto ao órgão. O transporte e condicionamento da carne também são feitos de modo inadequado o que, de acordo com os relatórios, trazem risco de contaminação. Em resumo, os relatórios afirmam que o local deve ter as atividades suspensa. Clécio diz que mesmo os relatórios pedindo a interdição a situação deve ser analisada do ponto vista econômico. “É necessário compatibilizar os interesses econômicos com o coletivo, algumas questões são estruturais e de conduta, o Matadouro tem que se adequar aos padrões mínimos exigidos, se não se enquadrar dentro de um prazo, aí sim, deverá ser fechado e infelizmente vai deixar muitos trabalhadores desempregados”, diz o vereador.

O vereador já havia denunciado o que foi constatado pelos relatórios, a falta de controle animal, condições de trabalho precárias, e os procedimentos usados no abate que colocam em risco o meio ambiente. “Esta situação é antiga, estamos prestando contas com a comunidade e exigindo providências,estamos desmoralizando o que disse o secretário Emanoel, quando ele foi coordenador da Vigilância sanitária nunca tomou medidas para melhorar o Matadouro, a situação está como antes, os relatórios comprovam tudo o que eu foi falado anteriormente”, fala Clécio. Na manhã de qurta-feira (11), o vereador foi ao Ministério Público, e em audiência com a promotora de Meio Ambiente, Ivana Cei, mostrou os relatórios. A promotora disse já estar ciente dos problemas no Matadouro e que os documentos darão suporte técnico para que o Ministério Público tome providências. “O parecer dos próprios órgãos municipais condenam o Matadouro, a Vigilância e a Secretaria de Meio Ambiente apontam irregularidades, é uma questão de saúde pública”, diz Clécio. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente não enviou técnicos para acompanhar a inspeção mas comprovou que o igarapé Paxicu e o rio Amazonas estão contaminados.

Comentário: Eu penso que nesse momento o que deve prevalecer é a vontade coletiva, não aquela representada muitas vezes por uma maioria com intenções previamente formulada , mas sim, pelo interesse geral coletivo. Sabemos dos transtornos que a interdição causará aos funcionários do matadouro e seus familiares, entretanto, a garantia e a preservação da saúde de todos os cidadãos e cidadãs amapenses é algo bem maior e representa a vontade absoluta. Sem falar dos graves problemas ambientais causados pela falta de consciência ambiental dos administradores do matadouro.

Nenhum comentário: